Tempo e Natureza

Plantas tóxicas para cães

A planta para conhecer primeiro é a palmeira-sagu. A ASPCA dá como princípio tóxico a cicasina e como efeitos vômito, melena, icterícia, aumento de sede, gastroenterite hemorrágica, hematomas, coagulopatia, dano e falência do fígado e morte — e registra que até 50% dos casos de ingestão são fatais, com a semente como parte mais concentrada e uma ou duas já podendo matar. Espirradeira e lírio-do-vale vêm depois, as duas agindo sobre o coração.

Atualizado em 07/10/2026.

Se o seu animal comeu parte de uma planta, não espere os sintomas e não tente tratar em casa: procure um veterinário imediatamente ou ligue para o Disque-Intoxicação, 0800 722 6001, que atende 24 horas.

Babosa em vaso

Babosa (Aloe vera): saponinas e antraquinonas, listadas pela ASPCA como tóxicas para cão e gato.

Foto: Praneethpjv — CC BY-SA 4.0 · via Wikimedia Commons

Os fatos em uma tabela

PlantaNome científicoPrincípio tóxicoO que causa
Lírio-do-valeConvallaria majaliscardenolídeos (convalarina e outros)potencialmente fatal
Palmeira-sagu / cicadáceaCycas revolutacicasinapotencialmente fatal
Espirradeira (oleandro)Nerium oleanderglicosídeos cardíacospotencialmente fatal
Azaleia e rododendroRhododendron spp.graianotoxinagrave
Babosa (aloe vera)Aloe verasaponinas e antraquinonasquadro digestivo
TulipaTulipa spp.tulipalina A e Bquadro digestivo
Comigo-ninguém-podeDieffenbachia spp.oxalatos de cálcio insolúveis e enzima proteolíticairritação na boca
Jiboia (planta)Epipremnum aureumoxalatos de cálcio insolúveisirritação na boca
Costela-de-adãoMonstera deliciosaoxalatos de cálcio insolúveisirritação na boca

Princípio tóxico conforme o centro de controle de intoxicação animal da ASPCA e o Pet Poison Helpline. A própria ASPCA avisa que a lista dela não pretende ser completa.

Fontes: ASPCA Animal Poison Control Center · ASPCA Animal Poison Control Center · ASPCA · ASPCA Animal Poison Control Center · ASPCA

Palmeira-sagu: a que mata cachorro

A palmeira-sagu, Cycas revoluta, é uma cicadácea e não uma palmeira de verdade, e é vendida como ornamental de jardim em clima quente e como planta de vaso no resto. A ASPCA descreve o vômito como muito comum depois da exposição, aparecendo em minutos, com falência hepática podendo se desenvolver em até três dias. O número da própria entidade — até metade dos casos de ingestão fatais — é o mais duro de todas estas páginas, e a chance de sobrevivência melhora com atendimento precoce, o que é todo o argumento para ligar na hora em vez de esperar.

A concentração importa aqui. A semente tem o nível mais alto de toxina e uma ou duas podem ser fatais, o que transforma uma semente caída no quintal em emergência de verdade para um cão que investiga com a boca. Em casa com cachorro, a abordagem confiável é não ter a planta.

Se o seu animal comeu parte de uma planta, não espere os sintomas e não tente tratar em casa: procure um veterinário imediatamente ou ligue para o Disque-Intoxicação, 0800 722 6001, que atende 24 horas.

Fontes: ASPCA Animal Poison Control Center · ASPCA

Espirradeira e lírio-do-vale: plantas cardíacas

A espirradeira (oleandro), Nerium oleander, é listada pela ASPCA como tóxica para cão, gato e cavalo, com glicosídeos cardíacos como princípio tóxico e efeitos que incluem salivação, dor abdominal, diarreia, cólica, depressão e morte. É planta comum de cerca viva e de canteiro de rua em clima subtropical — exatamente onde um cão tem mais chance de encontrá-la.

O lírio-do-vale, Convallaria majalis, age no mesmo sistema por cardenolídeos, entre eles a convalarina, com a ASPCA listando vômito, batimento irregular, pressão baixa, desorientação, coma e convulsão. As duas são plantas em que o problema não é boca dolorida, e sim ritmo cardíaco, e as duas entram na mesma categoria de urgência da palmeira-sagu.

Fontes: ASPCA Animal Poison Control Center · ASPCA Animal Poison Control Center

O degrau do jardim e da sala

Azaleia e rododendro vêm em seguida, com graianotoxina como princípio tóxico e efeitos que a ASPCA lista como vômito, diarreia, fraqueza e falência cardíaca. Depois a tulipa, com tulipalina A e B: a ASPCA registra que tulipa e bulbo de tulipa podem causar transtorno digestivo significativo, depressão e possível obstrução intestinal se bulbos grandes forem engolidos — o que faz do cão que cava um canteiro recém-plantado um risco específico no outono.

Na base ficam a babosa, com saponinas e antraquinonas causando vômito, apatia, diarreia e, em alguns casos, urina de cor avermelhada, e as plantas de oxalato de cálcio — costela-de-adão, jiboia e comigo-ninguém-pode — cujo efeito é irritação dolorosa na boca e não doença sistêmica. Gravidade menor ainda significa telefonema; não significa que nada aconteceu.

Fontes: ASPCA Animal Poison Control Center · ASPCA Animal Poison Control Center · ASPCA Animal Poison Control Center · Pet Poison Helpline · ASPCA Animal Poison Control Center

O que fazer

Ligue primeiro e leve a planta. A identificação é o que determina se isso é boca dolorida ou emergência de fígado, e uma foto da folha e da planta inteira serve mais do que uma descrição. Não tente nada em casa: no caso da palmeira-sagu, o próprio argumento da ASPCA é que o atendimento precoce melhora a sobrevivência, e tempo gasto em remédio caseiro é tempo tirado disso.

  • Disque-Intoxicação (Anvisa / rede CIATox): 0800 722 6001

Se o seu animal comeu parte de uma planta, não espere os sintomas e não tente tratar em casa: procure um veterinário imediatamente ou ligue para o Disque-Intoxicação, 0800 722 6001, que atende 24 horas.

Fontes: ASPCA Animal Poison Control Center · ASPCA · Anvisa

Tulipas floridas

Tulipa: tulipalina A e B; o bulbo é a parte que causa mais problema.

Foto: Dina L — CC0 · via Wikimedia Commons

O que a maioria erra

  • "Palmeira-sagu é só uma palmeira." É uma cicadácea, e a ASPCA registra até 50% dos casos de ingestão como fatais, com uma ou duas sementes podendo bastar.
  • "Se o cão parece bem, está bem." Com a palmeira-sagu, a falência hepática pode se desenvolver em até três dias depois de uma ingestão que pareceu pequena.
  • "Só o bulbo da tulipa importa." A ASPCA lista tulipa e bulbo juntos; bulbo grande ainda aumenta o risco de obstrução intestinal.
  • "Babosa é medicinal, então é segura." A ASPCA lista saponinas e antraquinonas como princípios tóxicos dela para cão e gato.

Fontes: ASPCA Animal Poison Control Center · ASPCA Animal Poison Control Center · ASPCA Animal Poison Control Center

Perguntas frequentes

Qual é a planta mais perigosa para cachorro?
A palmeira-sagu. A ASPCA registra até 50% dos casos de ingestão como fatais, com a semente como parte mais tóxica e uma ou duas podendo bastar.
Tulipa é tóxica para cão?
Sim. A ASPCA dá tulipalina A e B como princípios tóxicos e lista transtorno digestivo significativo, depressão e possível obstrução intestinal se bulbos grandes forem engolidos.
O que fazer se o cão comeu planta tóxica?
Ligar imediatamente para o veterinário ou para o Disque-Intoxicação, 0800 722 6001, levando a planta ou uma foto dela.

Como ler os números

Os números de “Plantas tóxicas para cães” vêm da tabela de fatos no topo, com a fonte oficial ao lado.

De onde vêm os dados

Cada seção de “Plantas tóxicas para cães” cita a sua fonte (agência, universidade ou clube de raça) com data de verificação.

O que esta página não substitui

Informação educativa, não substitui a avaliação de um veterinário, agrônomo ou especialista para o seu caso específico.

Aprofundar na fonte oficial

Para aprofundar o que “Plantas tóxicas para cães” explica, a fonte citada abaixo publica o documento original.

ASPCA Animal Poison Control Center

Palavras desta página

Toxicidade

Capacidade de uma planta ou substância causar dano a um organismo, que varia com a espécie exposta, a quantidade ingerida e o tamanho do animal. Uma planta "tóxica para cães" não é necessariamente tóxica para humanos na mesma dose, e o inverso também vale.

Definição padronizada por ASPCA — Animal Poison Control Center · Toxicidade

Hipoalergênico

Termo usado para raças que soltam menos alérgeno no ambiente, geralmente por perderem menos pelo. Não existe raça de cão ou gato totalmente livre de alérgeno: o principal alérgeno de gato vem da saliva e da pele, não só do pelo, e pessoa muito sensível pode reagir a qualquer raça.

Definição padronizada por American Kennel Club · Hipoalergênico

Ciclo de vida

Sequência de fases pelas quais um organismo passa, do nascimento à morte — para um animal, filhote, adulto e idoso; para uma planta, germinação, crescimento, floração e, em anuais, morte depois de produzir semente.

Ciclo de vida

Dormência

Período em que a planta reduz o metabolismo e para de crescer visivelmente, geralmente no outono e inverno, para sobreviver ao frio ou à seca. Podar, transplantar ou fertilizar durante a dormência costuma estressar menos a planta do que fazer isso em plena atividade.

Dormência

Hemisfério

Metade do globo dividida pela linha do equador. As estações se invertem entre os dois: quando é inverno no hemisfério norte, é verão no hemisfério sul, o que muda o calendário de poda, floração e colheita descrito nesta página.

Hemisfério

Zona de rusticidade

Faixa numerada que classifica uma região pela temperatura mínima média que ela atinge no inverno, usada para saber se uma planta sobrevive ali ao ar livre. O sistema de referência é o dos Estados Unidos (USDA), de zona 1, mais fria, a 13, mais quente.

Definição padronizada por USDA — Agricultural Research Service, Plant Hardiness Zone Map · Zona de rusticidade

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Fontes

Veja também